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Chefe da ONU pede a Israel o fim da ‘anexação progressiva’ da Cisjordânia

O secretário-geral da ONU denunciou, em particular, 'os ataques persistentes e cada vez mais intensos dos colonos'

HDH - HÓSPEDES DO HOSPÍCIO
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29 de setembro de 2026 às 10:27
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Chefe da ONU pede a Israel o fim da ‘anexação progressiva’ da Cisjordânia

O secretário-geral da ONU denunciou, em particular, ‘os ataques persistentes e cada vez mais intensos dos colonos’ O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, voltou a pedir nesta segunda-feira 28 que Israel ponha fim à “anexação progressiva” da Cisjordânia ocupada e classificou como “profundamente alarmante” o nível de violência na região. Citado por Ramiz Alakbarov, representante adjunto da ONU para o Oriente Médio, em um texto lido perante o Conselho de Segurança, o chefe da ONU voltou a condenar “energicamente a expansão implacável dos assentamentos israelenses na Cisjordânia”. “A anexação progressiva da Cisjordânia é ilegal, não tem efeito jurídico e deve cessar”, afirmou. Alakbarov apresentou ao Conselho de Segurança o relatório mais recente do secretário-geral sobre o cumprimento da Resolução 2334 do Conselho, aprovada em 2016, que insta Israel a “cessar imediatamente e por completo todas as atividades de assentamento no território palestino ocupado”. O relatório abrange o período de 13 de junho a 18 de setembro.

O secretário-geral da ONU denunciou, em particular, “os ataques persistentes e cada vez mais intensos dos colonos”, as “demolições ilegais” de propriedades de palestinos e “a rápida expansão dos assentamentos”. “Esses fatos violam o direito internacional, aprofundam ainda mais a ocupação israelense ilegal e minam o direito do povo palestino à autodeterminação”, acrescentou. “Os ataques palestinos contra israelenses também devem cessar. Todos os responsáveis devem prestar contas”, declarou Guterres, que criticou ainda as “provocações perigosas” e a “retórica incendiária” de políticos “de todos os setores”. A devastadora guerra começou com o ataque de militantes do Hamas em território israelense, em 7 de outubro, que deixou 1.221 mortos, segundo um balanço da AFP baseado em números oficiais israelenses. Desde então, a ofensiva militar de Israel deixou mais de 74 mil mortos e 175 mil feridos em Gaza, segundo números do Ministério da Saúde do território palestino, que opera sob a autoridade do Hamas.

Esses dados são considerados confiáveis pela ONU. AFP Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas. ## Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail ## Assine nossa

Conteúdo originalmente publicado por cartacapital. Reproduzido com fins informativos.

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