Diplomacia chinesa reforça laços regionais independentemente de governos e critica sanções dos EUA

A China afirmou nesta segunda-feira, em Pequim, que não faz divisões ideológicas em suas relações com a América Latina e o Caribe, mantendo o princípio de não ingerência diante das trocas de governo na região.

A declaração foi feita pelo enviado especial para a América Latina, Qiu Xiaoqi, durante um encontro sobre os laços bilaterais, em um cenário de crescente competição geopolítica com os Estados Unidos e recentes mudanças políticas locais, conforme informação divulgada por exame.

O diplomata chinês destacou que a população latino-americana tem uma visão cada vez mais positiva da influência de Pequim, reforçando o compromisso de cooperação mútua independentemente de orientações políticas de esquerda ou direita.

Relações bilaterais sem divisão ideológica

Durante o evento em Pequim, o enviado especial Qiu Xiaoqi ressaltou que as trocas de governo são assuntos internos de cada Estado. A autoridade reafirmou o princípio de não ingerência nas decisões políticas dos países latino-americanos e caribenhos.

O diplomata apontou que pesquisas recentes indicam um aumento na porcentagem de cidadãos da região com uma visão favorável à China. Segundo a diplomacia chinesa, essa aprovação ocorre de forma transversal, seja em nações governadas por correntes de esquerda ou de direita.

Competição regional com os Estados Unidos

As declarações ocorrem em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforça vínculos com nações alinhadas. O governo americano busca conter a influência chinesa em setores estratégicos como infraestrutura e telecomunicações na América Latina.

Diante desse cenário de disputa geopolítica, Qiu Xiaoqi defendeu o direito dos Estados da região de escolherem livremente seus parceiros comerciais. O representante também pediu maior coordenação em órgãos multilaterais e oposição firme ao unilateralismo.

Sanções, Taiwan e o comércio exterior

A China anunciou recentemente sanções contra autoridades do Paraguai e de Belize devido a vínculos diplomáticos com Taiwan. O enviado chinês reiterou a oposição ao embargo dos EUA a Cuba e destacou o crescimento de 19,1% no comércio entre China e América Latina entre janeiro e agosto.

Perguntas Frequentes

A China faz distinção ideológica na América Latina?

Não. O enviado especial Qiu Xiaoqi afirmou que Pequim não estabelece divisões ideológicas e mantém relações amistosas independentemente de os governos serem de esquerda ou de direita.

Qual é a posição da China sobre a interferência externa?

A China defende o princípio de não ingerência, afirmando que as trocas de governo são assuntos internos e que os países da região têm o direito de escolher livremente seus parceiros.

Como estão as relações comerciais entre China e América Latina?

O comércio bilateral registrou um aumento interanual de 19,1% entre os meses de janeiro e agosto, impulsionando a cooperação econômica na região.

Por que a China aplicou sanções a autoridades do Paraguai e Belize?

As sanções foram direcionadas a ministros desses países devido aos seus vínculos oficiais com Taiwan, território cuja soberania é reivindicada por Pequim.