Senador teria intermediado negócios com ministro e enfrentado crise conjugal após conflito com ex-sócio.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro esteve envolvido em polêmicas envolvendo festas com garotas de programa durante o governo de Jair Bolsonaro. A revelação veio à tona por meio de registros guardados por um ex-sócio em meio a uma disputa financeira.

Além dos encontros extraconjugais, o material aponta que o parlamentar teria atuado na intermediação de interesses junto ao gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, em favor de um cliente ligado a um amigo pessoal.

As informações detalham ainda o pagamento de presentes luxuosos e despesas pessoais do senador por parceiros próximos, conforme informação divulgada por cartacapital.

Disputa financeira e acusações de ex-sócio

O acervo de mensagens, fotos e documentos foi reunido por Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio de Flávio em uma franquia da Kopenhagen no Rio de Janeiro. O conflito começou após o fim da sociedade, quando Santini passou a cobrar um acerto de 1,4 milhão de reais.

Durante as cobranças, o ex-sócio ameaçou expor a participação do senador em festas com garotas de programa realizadas em hotéis de Brasília e de outras localidades, utilizando registros obtidos com uma agenciadora.

Crise no casamento e mensagens de arrependimento

Parte do material comprometedor foi levada por Santini até Fernanda Bolsonaro, mulher do senador, provocando forte crise conjugal durante a campanha presidencial de 2022. Em mensagens trocadas com o ex-sócio, Flávio admitiu ter feito escolhas erradas e pediu afastamento.

Na conversa, o parlamentar escreveu que se arrependeu de atitudes que prejudicaram a família e suplicou para que o antigo parceiro comercial deixasse Brasília, embora o litígio financeiro tenha persistido até o final de 2023.

Suposta intermediação no Supremo Tribunal Federal

Outro ponto sensível da reportagem envolve uma suposta atuação de Flávio Bolsonaro com o ministro Kassio Nunes Marques do STF. Santini enviou mensagens alertando sobre conversas diretas do senador para beneficiar um cliente do advogado Alan Belaciano.

O caso tramitava no gabinete do ministro e foi debatido em um jantar na casa do senador com a presença de autoridades, resultando em um acordo temporário para encerrar as cobranças do ex-sócio após o agendamento de uma reunião oficial.

Presentes de luxo e custeio de despesas pessoais

Os registros guardados por Santini também apontam que o advogado Alan Belaciano comprou um relógio Rolex de ouro branco avaliado em 305 mil reais para Flávio Bolsonaro em fevereiro de 2022.

Além da joia, amigos e parceiros teriam custeado mais de 90 mil reais em equipamentos de academia para uma residência do senador em Brasília, reforçando o uso de influência política durante a gestão anterior.

Perguntas Frequentes

O que Flávio Bolsonaro é acusado de fazer segundo a reportagem?

O senador é acusado de participar de encontros com garotas de programa, intermediar interesses junto ao STF e receber presentes luxuosos de amigos e parceiros comerciais.

Quem reuniu as provas contra o senador Flávio Bolsonaro?

O material foi reunido por Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio de Flávio em uma franquia de chocolates no Rio de Janeiro, durante uma disputa por acerto financeiro.

As acusações envolvem uma suposta atuação direta junto ao gabinete do ministro Kassio Nunes Marques em favor de um cliente de um advogado amigo do parlamentar.

Qual foi a reação da campanha de Flávio Bolsonaro sobre o caso?

A equipe de comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro foi procurada pela imprensa, mas preferiu não se manifestar sobre as acusações divulgadas.