Heidi Levine foi brutalmente atacada por mascarados enquanto cobria a colheita de azeitonas na Cisjordânia ocupada.
A fotojornalista americana Heidi Levine, que trabalha para o Washington Post, foi brutalmente agredida por colonos israelenses na última sexta-feira, dia 16, enquanto cobria ataques contra agricultores palestinos na Cisjordânia ocupada.
O episódio violento ocorreu perto das localidades de Turmus Ayya e Khirbet Abu Falah, onde a profissional foi cercada por cerca de 50 homens mascarados armados com bastões de madeira e barras de ferro, conforme informação divulgada por cartacapital.
A repórter sofreu ferimentos na mão esquerda, teve seus equipamentos roubados e foi socorrida em um hospital em Ramallah, sendo posteriormente transferida para uma unidade médica perto de Tel Aviv.
Ataque brutal durante cobertura jornalística
Durante a agressão, Heidi Levine relatou que foi derrubada e chutada repetidamente pelos agressores, mesmo após tentar se identificar como profissional da imprensa e como mãe para acalmar os ânimos.
O jornal Washington Post declarou estar indignado com o ataque injustificado e exigiu uma investigação séria por parte das autoridades competentes sobre o caso envolvendo sua colaboradora no Oriente Médio.
Repercussão internacional e denúncias de ONGs
A ONG Repórteres Sem Fronteiras denunciou a violência sem pudor e apontou a impunidade com que agem os colonos judeus extremistas, muitas vezes contando com a proteção das Forças Armadas israelenses na região.
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu garantiu que os responsáveis prestarão contas, enquanto o Exército israelense informou que interveio após receber alertas sobre um confronto violento no local.
Contexto de violência na Cisjordânia ocupada
A agressão contra a fotojornalista acontece em meio a um forte aumento de ataques de colonos durante a estação de colheita de azeitonas na Cisjordânia, território ocupado desde 1967.
Dados do escritório da ONU mostram que o número de incidentes violentos cresceu drasticamente desde outubro de 2023, atingindo milhares de registros e afetando tanto jornalistas locais quanto estrangeiros.
Perguntas Frequentes
Quem foi a jornalista atacada na Cisjordânia?
A fotojornalista americana Heidi Levine, que trabalha para o jornal Washington Post, foi agredida por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada.
Onde ocorreu a agressão contra a profissional da imprensa?
O ataque aconteceu perto das localidades de Turmus Ayya e Khirbet Abu Falah, na Cisjordânia, enquanto ela cobria a colheita de azeitonas.
Qual foi a reação do Washington Post ao incidente?
O jornal americano declarou indignação com o ataque injustificado e exigiu uma investigação séria por parte das autoridades israelenses.
Como as autoridades e o exército responderam ao caso?
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu responsabilizar os culpados, e o Exército israelense confirmou que interveio após um confronto violento.

