Prisão em massa na Índia ocorre antes de manifestação contra a revisão de listas eleitorais.
O líder do movimento conhecido como Partido das Baratas foi detido neste sábado, dia 10, em Nova Délhi, na Índia. A prisão ocorreu antes de uma manifestação convocada para exigir a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral, conforme partido local.
A mobilização não contava com autorização oficial das autoridades de segurança. Além do dirigente principal, outros dois porta-vozes do movimento estudantil também foram detidos pelas forças de segurança durante as ações na capital indiana, conforme informação divulgada por cartacapital.
A onda de repressão policial gerou forte reação internacional e críticas de partidos de oposição. Organizações internacionais exigiram a libertação imediata dos manifestantes detidos arbitrariamente, enquanto líderes políticos conclamaram a população a manter os protestos contra o governo.
Revisão de listas eleitorais gera revolta e prisões
O Partido do Povo das Baratas e o opositor Partido do Congresso protestam há várias semanas contra a revisão das listas eleitorais. A medida resultou na eliminação de 130 milhões de inscritos, segundo dados divulgados pela imprensa local.
A depuração de cadastros pretende eliminar registros duplicados e pessoas falecidas, mas críticos acusam o processo de excluir minorias e muçulmanos. A intenção seria beneficiar o Bharatiya Janata Party, partido do primeiro-ministro Narendra Modi, embora a Comissão Eleitoral negue irregularidades.
Ação policial e milhares de detenções em Nova Délhi
As forças de segurança detiveram de forma sistemática todas as pessoas que tentavam se aproximar de Jantar Mantar, ponto central de encontro para a manifestação. Segundo o jornal The Hindu, mais de 5.000 pessoas foram detidas desde o início da manhã.
Dirigentes do movimento relataram um número ainda maior de prisões durante o dia de protestos na capital. A Organização das Nações Unidas exigiu a soltura imediata de todos os cidadãos detidos arbitrariamente pelas forças policiais na capital.
Liderança política pede continuação dos protestos
O líder da oposição Rahul Gandhi conclamou a população a não se deixar dissuadir pela repressão policial e a prosseguir com a mobilización. Deputados afirmam que o governo do primeiro-ministro Narendra Modi não vai conseguir calçar a voz dos manifestantes.
Apesar da forte presença policial e do bloqueio de áreas em Nova Délhi, várias manifestações ocorreram fora do perímetro proibido. Dirigentes estudantis afirmam que os atos vão continuar e que as prisões em massa não vão parar o movimento.
Perguntas Frequentes
Quem foi detido em Nova Délhi antes do protesto?
O líder Abhijeet Dipke e outros dois porta-vozes do Partido das Baratas foram detidos em Nova Délhi antes da manifestação.
Por que os manifestantes protestam na Índia?
O protesto contesta a revisão das listas eleitorais que eliminou milhões de inscritos, acusada de excluir minorias para beneficiar o partido do primeiro-ministro Narendra Modi.
Qual foi a reação internacional às prisões?
O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos exigiu a libertação imediata e sem condições de todas as pessoas detidas arbitrariamente.

