Prefeito defende eficácia das bombas, enquanto governador diz que via deveria ter sido fechada.

A forte chuva que atingiu a cidade de São Paulo na tarde da quarta-feira, dia 14, provocou a inundação do túnel do Vale do Anhangabaú e gerou divergências políticas entre o prefeito Ricardo Nunes e o governador Tarcísio de Freitas sobre as medidas adotadas.

Enquanto a gestão municipal avaliou que a resposta ao temporal funcionou bem, o governo estadual apontou que a via subterrânea deveria ter sido interditada preventivamente para evitar que dezenas de veículos ficassem completamente submersos na região central.

A ocorrência mobilizou equipes de trânsito e Defesa Civil na capital paulista, conforme informação divulgada por cartacapital.

Divergência sobre o fechamento do túnel em São Paulo

O governador Tarcísio de Freitas afirmou durante evento no Palácio dos Bandeirantes que a estrutura deveria ter recebido bloqueio antes do acúmulo de água, pois os alertas meteorológicos indicavam tempestades severas para o período.

Segundo o chefe do Executivo estadual, a capacidade do sistema de drenagem torna-se insuficiente quando o volume de água que chega à via supera o limite técnico operacional dos equipamentos instalados no local.

Balanço da Prefeitura sobre o volume de chuva

O prefeito Ricardo Nunes defendeu a atuação da Prefeitura de São Paulo ao relatar que seis bombas locais foram acionadas e funcionaram ininterruptamente, sem registro de falhas mecânicas durante o temporal.

O emedebista ponderou, contudo, que o nível da água subiu um metro em apenas três minutos, superando a capacidade de vazão e resultando em uma hora de interdição total até a normalização da via.

Prejuízos materiais e dados estatísticos da tempestade

A administração municipal informou que choveu 42 milímetros na região do Anhangabaú em cerca de 40 minutos, volume equivalente a 37% da média climatológica esperada para todo o mês de outubro na capital.

O temporal repentino deixou 26 carros e dois ônibus submersos no complexo viário, gerando transtornos significativos para motoristas e passageiros que circulavam pelo centro expandido de São Paulo.

Perguntas Frequentes

Por que o túnel do Anhangabaú alagou na quarta-feira?

O alagamento ocorreu devido a uma chuva forte de 42 milímetros em apenas 40 minutos, volume que superou a capacidade de escoamento do sistema de drenagem da prefeitura.

Qual foi a divergência entre Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas?

Ricardo Nunes afirmou que a resposta municipal funcionou bem com as bombas ligadas, enquanto Tarcísio de Freitas defendeu que o túnel deveria ter sido fechado preventivamente.

Quantos veículos ficaram submersos no túnel em São Paulo?

A inundação na estrutura subterrânea do Vale do Anhangabaú deixou 26 carros e dois ônibus completamente submersos após a tempestade na capital.