Lideranças globais debatem crise climática em Fiji e Tuvalu a um mês da COP31 na Turquia.

Líderes de pequenos países insulares reunidos no Pré-COP lançaram a declaração Taku Pakasoa, exigindo proteção urgente para seus territórios e soberania contra o avanço do mar.

O evento oficial acontece entre os dias 5 e 9 de outubro em Fiji e Tuvalu, servindo como preparação fundamental para a COP31, que será realizada em Antálya, na Turquia, no próximo mês.

A mobilização internacional busca pressionar governos globais por financiamento climático, adaptação e transição energética, conforme informação divulgada por exame.

Declaração Taku Pakasoa e soberania marítima

A declaração Taku Pakasoa coloca no centro do debate a preservação da soberania e das zonas marítimas dos Estados insulares, mesmo com a perda de terras pelo avanço dos oceanos.

O secretário-executivo da ONU para Mudanças Climáticas, Simon Stiell, classificou o documento como um sinal poderoso às vésperas da conferência internacional na Turquia.

Para as lideranças locais, a mudança física na linha costeira não deve resultar na perda automática dos direitos internacionais associados ao território tradicionalmente estabelecido.

Aquecimento dos oceanos e riscos até 2100

Um estudo publicado em 2025 revelou que a taxa de aquecimento das águas mais que quadruplicou em quatro décadas, saltando de 0,06°C para 0,27°C por década nos oceanos.

O cenário ganhou gravidade este ano com a confirmação de um El Niño forte no Pacífico, elevando as temperaturas e ameaçando fazer pequenos países insulares sumirem até 2100.

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, destacou que o Pacífico alertou o mundo durante décadas e que agora enfrenta a dura realidade da crise climática atual.

Financiamento climático e transição energética

O texto da declaração também cobra um aumento substancial no financiamento climático, com foco na reforma da arquitetura financeira internacional para ajudar os países vulneráveis.

Os signatários reforçam a importância do Pacific Resilience Facility, mecanismo regional voltado para o fortalecimento da resiliência, preparação para desastres e perdas e danos.

A pauta do Pré-COP também reforça metas para triplicar a capacidade global de energia renovável e acelerar a transição para longe dos combustíveis fósseis até 2030.

Perguntas Frequentes

Onde acontece o Pré-COP e qual o objetivo do encontro?

O Pré-COP acontece nos países insulares de Fiji e Tuvalu, reunindo líderes mundiais para alinhar demandas de financiamento e proteção antes da COP31 na Turquia.

O que é a declaração Taku Pakasoa lançada no encontro?

É um documento oficial que exige a manutenção da soberania, dos territórios e das zonas marítimas dos países insulares diante da elevação do nível do mar.

Por que os pequenos países insulares estão ameaçados?

O aquecimento acelerado dos oceanos e a ocorrência de um forte El Niño elevam o nível do mar, colocando em risco a existência física de nações insulares até 2100.

Quais são as principais exigências financeiras dos países insulares?

Eles cobram acesso facilitado a doações e recursos, destacando o uso do Pacific Resilience Facility para apoiar a adaptação climática e perdas e danos.