Nos bastidores da política em Brasília, aliados de Jair Bolsonaro articulam o controle do Senado e cedem a Câmara.

Apesar de o processo eleitoral ainda não ter chegado ao fim, articulações políticas em Brasília revelam que o bolsonarismo e o Centrão já negociam a divisão de poder no Congresso Nacional para os próximos anos, conforme informação divulgada por cartacapital.

As conversas envolvem a distribuição de cargos estratégicos nas duas casas legislativas, com o Partido Liberal exigindo o comando do Senado Federal, enquanto a presidência da Câmara dos Deputados pode ficar sob a alçada de aliados políticos.

Entre os nomes cotados para assumir postos de relevância na estrutura do poder legislativo federal, destacam-se parlamentares com trânsito livre entre diferentes correntes partidárias, projetando alianças para o cenário político de 2027.

Estratégia do PL para o Senado Federal

Nas negociações em andamento, o Partido Liberal deixa claro que não abre mão de comandar o Senado Federal, considerado estratégico por ser a casa legislativa autorizada a processar e cassar ministros do Supremo Tribunal Federal, mantendo a bandeira contra a corte.

Para a presidência do Senado, o partido liderado por Valdemar Costa Neto quer o potiguar Rogério Marinho, que atuou como chefe da campanha de Flávio Bolsonaro, embora nos bastidores também tenha circulado o nome de Arthur Lira para a função.

O nome de Silvio Costa Filho para a Câmara

Enquanto o PL mira o Senado, a presidência da Câmara dos Deputados é negociada com o Centrão, onde o nome que desponta com forte apoio é o de Silvio Costa Filho, deputado federal por Pernambuco ligado ao partido Republicanos.

O parlamentar obteve 170 mil votos nas urnas e teve passagem como ministro de Portos e Aeroportos entre setembro de 2023 e março de 2026, sendo visto como um político ecumênico por ter atendido tanto a base governista quanto a oposição sem distinção.

Alianças e articulações para 2027

As conversas para definir a nova configuração do Congresso foram conduzidas por lideranças como Marcos Pereira, presidente do Republicanos, junto ao líder do PL Sóstenes Cavalcante e dirigentes do União Brasil e do PP.

A intenção dos blocos políticos é selar um acordo definitivo assim que o pleito eleitoral termine, alinhando as costuras necessárias para a votação que definirá os novos comandantes da Câmara e do Senado no início de fevereiro.

Perguntas Frequentes

Qual é o acordo negociado entre bolsonarismo e Centrão no Congresso?

O acordo prevê que o PL assuma o comando do Senado Federal, enquanto a presidência da Câmara dos Deputados seja entregue a um nome indicado pelo Centrão, como o deputado Silvio Costa Filho.

Por que o PL faz questão de comandar o Senado?

O Partido Liberal exige o comando do Senado porque a casa legislativa tem a prerrogativa constitucional de aprovar indicados ao Supremo Tribunal Federal e processar ministros da corte por crimes de responsabilidade.

Quem é o deputado cotado para presidir a Câmara?

O nome apontado pelo Centrão para assumir a presidência da Câmara dos Deputados é o do deputado federal Silvio Costa Filho, do partido Republicanos de Pernambuco.

Qual é o papel de Rogério Marinho nas articulações do Senado?

Rogério Marinho é o nome defendido pelo PL para assumir a presidência do Senado Federal nas articulações políticas conduzidas pelas lideranças partidárias em Brasília.