Inflação cai, mas pobreza e PIB oscilam na gestão libertária que virou tema eleitoral no Brasil.

A política econômica do presidente da Argentina, Javier Milei, entrou no centro do debate político brasileiro para as eleições de 2026. A gestão libertária passou a ser utilizada como referência nas propostas econômicas da campanha do senador Flávio Bolsonaro.

A experiência argentina ganhou destaque após declarações da coordenadora econômica da campanha bolsonarista, Daniella Marques, indicando que o plano de governo brasileiro busca inspiração nas reduções de impostos e burocracias implementadas em Buenos Aires.

Apesar das promessas de ajuste fiscal e do controle de preços, os resultados da administração de Javier Milei revelam desafios sociais e oscilações no crescimento, conforme informação divulgada por exame.

Desaceleração da inflação na Argentina

A contenção da alta de preços é um dos principais resultados associados ao governo de Javier Milei desde que assumiu a presidência na Argentina. A variação acumulada em doze meses atingiu 289,4% em abril de 2024, mas iniciou uma trajetória de queda.

O indicador recuou para 31,5% ao término de 2025 e registrou 33,4% em setembro de 2026. A política de austeridade fiscal e restrição monetária conteve o avanço, embora os valores não signifiquem queda nos preços nominais.

Evolução da pobreza e indigência

O índice de pobreza na Argentina atingiu 52,9% no primeiro semestre de 2024, no início da gestão de Javier Milei, conforme dados do Indec. O indicador recuou nos períodos seguintes, mas voltou a subir para 32,3% no primeiro semestre de 2026.

A extrema pobreza, conhecida como indigência, também apresentou avanço e atingiu 7,5% da população no mesmo período de 2026. A situação afeta cerca de 2,2 milhões de argentinos que não conseguem suprir necessidades básicas de energia e proteína.

Crescimento do PIB e mercado de trabalho

O Produto Interno Bruto da Argentina avançou 4,37% em 2025, após quedas consecutivas nos anos anteriores sob gestões de Alberto Fernández. Contudo, a atividade econômica voltou a mostrar fraqueza em 2026, com projeção de alta limitada a 1,5%.

A taxa de desemprego chegou a 7,9% no segundo trimestre de 2026, conforme o Indec. O mercado de trabalho enfrenta desafios adicionais, com quase metade da população economicamente ativa atuando na informalidade e sem vínculos formais.

Perguntas Frequentes

Como está a inflação na Argentina no governo Javier Milei?

A inflação acumulada em doze meses caiu de um pico de 289,4% em abril de 2024 para 33,4% em setembro de 2026, refletindo a política de austeridade fiscal do presidente Javier Milei.

Qual é a situação da pobreza na Argentina atualmente?

Segundo o Indec, a pobreza atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, após ter alcançado um pico de 52,9% no início da gestão libertária em 2024.

O PIB da Argentina voltou a crescer com Javier Milei?

Sim, o PIB argentino cresceu 4,37% em 2025, mas a atividade econômica apresentou novos sinais de desaceleração e fraqueza ao longo de 2026.