Simulações mostram que aportes iniciais variam conforme a rentabilidade e a idade de início no mercado financeiro.
Investir desde a infância ganhou força no Brasil, com mais de 60 mil crianças e adolescentes de até 17 anos mantendo cerca de R$ 3,5 bilhões em renda variável na B3 em outubro.
Para acumular R$ 100 mil aos 18 anos, cálculos de especialistas indicam que os pais precisam fazer aportes mensais que começam entre R$ 215 e R$ 263 logo no nascimento da criança.
O crescimento desse mercado reflete uma busca maior por planejamento financeiro de longo prazo, conforme informação divulgada por exame.
Quanto investir desde o nascimento para juntar R$ 100 mil
O CEO da MA7 Capital, André Matos, utiliza uma rentabilidade hipotética de 8% ao ano já líquida de Imposto de Renda para simular o investimento de R$ 215 por mês.
Já o CEO da Bossa Invest, Antônio Patrus, aponta que com uma taxa de 6% ao ano líquida, o valor necessário seria de aproximadamente R$ 263 mensais desde o nascimento.
Começar cedo reduz o esforço financeiro porque o tempo potencializa os juros compostos, permitindo que boa parte da meta venha dos rendimentos acumulados ao longo de 216 meses.
O impacto de começar mais tarde no planejamento financeiro
Quando a família decide esperar até os cinco anos de idade da criança, o aporte mensal necessário sobe para a faixa de R$ 375 a R$ 430, segundo as simulações dos especialistas.
Para quem deixa para iniciar o plano aos dez anos, o valor salta para cerca de R$ 755 a R$ 820 mensais, exigindo maior disciplina do orçamento familiar.
Aos 15 anos, com apenas três anos restantes até a maioridade, os aportes disparam para quase R$ 2.500 por mês, tornando a meta muito mais dependente do esforço direto de poupança.
A importância de proteger o dinheiro contra a inflação
Especialistas alertam que acumular R$ 100 mil nominais pode não garantir o mesmo poder de compra no futuro, considerando uma inflação hipotética de 4% ao ano.
André Matos destaca que, para manter o poder de compra corrigido pela inflação, o valor do aporte mensal inicial deve subir para cerca de R$ 320 ao longo do período.
Esse cuidado é essencial para cobrir custos futuros com faculdade, intercâmbio, abertura de negócio ou a compra de um carro no início da vida adulta dos filhos.
Como estruturar a carteira de investimentos dos filhos
Os dados da B3 mostram que milhares de jovens possuem ações, fundos imobiliários e ETFs, mas a composição da carteira pode mudar com o passar do tempo.
André Matos sugere manter entre 20% e 40% em renda variável nos primeiros anos, reduzindo o risco e migrando para renda fixa à medida que a data dos 18 anos se aproxima.
Antônio Patrus também recomenda buscar valorização inicial na bolsa, priorizando títulos públicos como o Tesouro Educa+ nos últimos anos para preservar o patrimônio.
Perguntas Frequentes
Quanto investir por mês para juntar R$ 100 mil para o filho?
Começando no nascimento, os aportes mensais variam de R$ 215 a R$ 263, dependendo da rentabilidade considerada entre 6% e 8% ao ano líquida de impostos.
Qual é o valor necessário se começar a investir aos dez anos?
Para quem inicia o planejamento aos dez anos de idade, o valor do aporte mensal necessário sobe para uma faixa entre R$ 755 e R$ 820.
Onde as crianças e adolescentes investem na bolsa brasileira?
Jovens de até 17 anos aplicam em ações, fundos imobiliários, ETFs e títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Educa+ e o Tesouro RendA+.

